Palavras do Gestor


Julho acabou, Copa do Mundo acabou, Recesso Parlamentar acabou, férias acabaram, mas a corrida Presidencial no Brasil esta apenas começando.

Depois da B3-Bolsa de Valores cair em maio e junho mais que Neymar na Copa do Mundo, ela resolveu virar o jogo e subir 8,88% marcando assim um ‘Gol de Placa’. Brincadeiras a parte, o mercado brasileiro apresentou uma correção técnica, tanto por parte da Bolsa como do Dólar.

A Bolsa encerrou julho com 79.220 pontos, uma alta de 8,88%, como comentamos anteriormente, mas ainda acumulando uma perda de 3,73% no ano. Parte deste otimismo veio com o fluxo dos estrangeiros que colocaram R$ 3,78 bilhões de reais líquidos em julho, depois de algumas boas notícias vindas do Congresso, como a aprovação do texto-base para a privatização das 6 distribuidoras de energia controladas pela Eletrobras e a votação do Projeto de Lei que permite vender o excedente da cessão onerosa da Petrobras que poderá render até $28 bilhões a empresa que muitos não acreditavam que poderia sair este ano. Outra boa notícia para o mercado, foi a boa atuação de Geraldo Alckmin na entrevista do Roda Viva e o apoio do Centrão em sua pré candidatura, o que lhe rende muitos minutos de rádio e TV, além de tirar este apoio de outros candidatos mais a esquerda de Alckmin.

O dólar também sentiu os reflexos positivos destas noticias, depois de romper os R$ 3,90, fechou o mês cotado a R$ 3,755, o que significa um recuo de 2,62% em relação a junho, mas no ano a valorização é de 13,5%. A alta do dólar nos meses anteriores, desencadeada pelo aumento da taxa de juros americana e a greve dos caminhoneiros em maio, elevou a inflação oficial- IPCA de junho para 1,26%, porem a de julho é de uma forte desaceleração, próxima 0,33%. A alta de junho foi pontual e não assustou o mercado que já previa este forte aumento, bem como uma correção de julho. Para os 12 meses a previsão, ainda é estar dentro da meta, caso se confirme 0,33%, teremos 4,48%, abaixo dos 4,50%(meta). No dia 01/08, o Copom confirmou a Selic em 6,50%, mantendo a taxa pelo 3º mês consecutivo e mostrando que não há necessidade de aumento pelo alta do dólar, a não ser que a inflação aponte sinal de crescimento e rompimento da meta. O mercado trabalha com um aumento, apenas em 2019.

A expectativa de resultados das empresas no 2o trimestre deste ano era catastrófica, porém os resultados já divulgados, se mostraram pouco melhores do que se espera. A greve dos caminhoneiros diminuiu o faturamento e elevou a variação cambial das empresas, as quais tinham dólares como indexador.

No front externo, não tivemos grandes alterações, Trump continua brigando com o mundo em relação ao comércio internacional, depois da China veio a União Europeia. A partir de julho os Estados Unidos começaram a cobrar 25% de sobre taxa em vários produtos chineses, chegando a $ 34 bilhões de dólares, a China por sua vez, também imposto restrição a 545 produtos americanos, no mesmo montante. O Brasil não será afetado diretamente com esta guerra comercial, mas indiretamente ha uma diminuição do comércio internacional, levando assim a um crescimento menor do PIB mundial.

A partir deste mês, teremos um aumento de volatilidade nos mercados nacionais com a proximidade das eleições. Cada pesquisa que sai poderá fazer a bolsa subir e o dólar cair, ou vice versa. Como já vimos anteriormente, a especulação aumenta muito mas ainda é muito cedo para se dizer quem vai ganhar. O cenário ainda ‘e muito incerto, ainda será necessário a definição dos vices e a definição do candidato do PT, uma vez que Lula não deverá ser candidato pela Lei da Ficha Limpa. A propaganda eleitoral será permitida a partir do dia 16 de agosto e a gratuita nos rádios e TVs, a partir do dia 31 de agosto a 04 de outubro, 3 dias antes do 1o turno das eleições, no dia 07 de outubro.

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