Palavras do Gestor


Agosto mês do cachorro louco? A Bovespa encerrou com baixa de 3,21% em 76.678 pontos. No dólar, a situação foi bem diferente, no mês, a moeda brasileira desvalorizou 10,13%, acumulando no ano perda 25,01%. Os investidores estrangeiros retornaram com recursos que somaram R$ 3,174 bilhões no mês, mesmo assim, a Bovespa encerrou no campo negativo. Foi ruim, mas poderia ter sido bem pior.

No Brasil, a desvalorização do Real (10,13%) acabou pressionada por 3 fatores: crise na Turquia, crise na Argentina e eleições brasileiras.

Crise na Turquia. O país passa por dificuldades econômicas através do agravamento das relações com os Estados Unidos, que acarretaram na desvalorização da moeda em mais de 40%. O presidente Trump anunciou dobrar as taxas de sobre as importações de aço e alumínio, usando a taxa de câmbio entre os dois países. Além do presidente Tayyip Erdogan com a exaustiva solicitação de redução das taxas de juros. Além da discussão para a soltura de um pastor condenado por espionagem e terrorismo. Infelizmente, essa discussão vai longe.

Crise na Argentina. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), de janeiro a agosto, os argentinos consumiram 7,28% das exportações brasileiras. Em seu pior momento de gestão, o presidente Maurício Macri recorreu ao FMI – Fundo Monetário Internacional com pedido de empréstimo de US$ 50 bilhões, acalmando a situação momentaneamente. A moeda local caiu 45%, os juros locais atingiram 60% a.a., a inflação acima de 30% a.a. e queimaram US$ 13 bilhões das suas reservas do total de US$ 50 bilhões.

No Brasil, a boa notícia, mas que não poderia ser diferente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vetou a participação do ex-presidente Lula nas campanhas eleitorais de 2018. As eleições continuam criando grande estresse no mercado. Hoje já passados 10 dias do mês de agosto, as notícias eleitorais pioraram muito. No último dia 06/09 tivemos a trágica notícia. O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, sofreu atentado, passou por intervenção cirúrgica e continua hospitalizado. Esse fato deverá mudar drasticamente as pesquisas eleitorais. Segundo a pesquisa do BTG Pactual divulgada hoje, o candidato Bolsonaro aparece com 30%, Ciro com 12%, Marina Silva com 8%, Alckmin com 8% juntamente Fernando Haddad. Esses números foram positivos para Bolsonaro. Aparentemente uma parcela dos votos do “presidiário” Lula estão migrando para o candidato Ciro Gomes, pois subiu 3 pontos em elação à última pesquisa.

A nova Pesquisa Datafolha foi divulgada mas não como esperado, Bolsonaro subiu 2 pontos, Ciro subiu 3%, Alckmin subiu 1 ponto, Haddad 5 pontos. A novidade da pesquisa foi o aumento no nível de rejeição de Bolsonaro que subiu de 39% para 43%. Números que não eram esperados.

No Brasil, os indicares econômicos como o IPCA teve deflação de 0,09% em agosto ante 0,32% de junho e de 1,26% de maio. A Produção Industrial subiu 13,1% em junho ante maio, após ter crescido 11% em maio, sendo a maior alta desde 2002.

Nos EUA, os indicadores econômicos continuam positivos e as bolsas estão de vento em poupa, batendo recorde atrás de recorde. Existe ainda a programação de

dois novos aumentos de juros em 2018. As desavenças entre os EUA contra o resto do mundo continuam podendo levar para novas crises. Há quem diga que uma nova crise começa a aparecer no fim do túnel, mas não sabemos ainda a extensão deste túnel.

A operação Lava-Jato voltou às ruas com a prisão de Beto Richa e esposa, ex-governador do Paraná, e candidato ao Senado (PSDB) pelo Estado do Paraná. Fato que pode prejudicar o candidato Geraldo Alckmin. Além disso, a 1ª Turma do STF pode definir o candidato Bolsonaro como réu pelo crime de racismo. E por fim, hoje é o dia D para definir a candidatura do partido do PT.

Os próximos meses continuarão conturbados tanto no Brasil quanto ao redor do mundo. As eleições brasileiras aparentam estar definidas para o 1º turno com o candidato Jair Bolsonaro. Vale lembrar, ainda, que Jair Bolsonaro continua internado em estado grave. Entretanto, quem será o seu adversário? Vamos acompanhar.

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