Palavras do Gestor


Bolsonaro Presidente!

Domingo dia 28/10/2018, 2º turno das eleições, Bolsonaro (PSL) x Haddad (PT), me lembrou muito a final da Copa do Mundo de 1994, em termos de emoção. Naquele domingo, 17/07/94, 2 grandes seleções disputavam a final da Copa do Mundo, Brasil x Itália. Não estava em jogo só o título, mas o tetra campeonato e 24 anos que o Brasil não ganhava, muito menos chegava a uma final. Assim com, dois grandes candidatos disputavam as eleições, Bolsonaro não tão famoso, mas com uma vitória marcante no 1º turno, 46.03% dos votos válidos, mais de 49.2 milhões de votos e Haddad com 29.28% e mais de 31.3 milhões de votos, representando o PT que governou o Brasil por 14 anos seguidos, porém com seu grande líder, Lula, preso por corrupção e lavagem de dinheiro e ainda respondendo por mais 6 acusações. O mercado financeiro torcia por uma vitória de Bolsonaro pois já tínhamos vivido a era PT e as barbeiragens de Dilma na economia. O governo Temer, não foi ruim, pelo contrário, foi muito bom para economia brasileira, principalmente depois de colocar a “casa em ordem”, com a saída de Dilma via impeachment. Com a nomeação de Henrique Meirelles para o Ministério da Fazenda e Ilan Goldfajn, para o Banco Central e uma boa articulação com o Congresso, Temer conseguiu aprovar várias reformas, só faltando a mais importante, a da Previdência. Porém, como sua popularidade baixíssima, nenhum candidato quis seu apoio.

90 minutos 0 x 0, começa a prorrogação, chute a gol, defesa, bola na trave, “haja coração”, termina a prorrogação, 0 x 0. Começam os pênaltis. Coração a 1.000, tudo isto para dizer que senti a mesma coisa no domingo 28/10/18. Um dos dois seria o “campeão” e iria levantar o “caneco” e levá-lo para casa pelos próximos 4 anos. Torci para Bolsonaro como torci pelo Brasil na final da Copa de Mundo de 94. A grande diferença foi que no jogo não dormi e enquanto esperava a apuração, cai no sono, estava muito tenso. Quando acordei…

Roberto Baggio, chuta para fora o pênalti, Brasil Campeão, Tetra Campeão!

Olho no relógio 18h45, começo a procurar as notícias, ligo a TV, ligo o ipad, procuro a pesquisa boca de urna, ligo para os amigos atrás de informações. Boca de Urna, naquele momento, só para os governadores, todos os que apoiavam Bolsonaro, estavam na frente, fiquei um pouco mais calmo. Começa a apuração para Presidente e sai a pesquisa Boca de Urna 56% Bolsonaro x Haddad 44%. As 20.00h com 88% das urnas apuradas e Bolsonaro com 55.5%, respiro aliviado… Bolsonaro Presidente do Brasil! 38º Presidente da República Federativa do Brasil, com 55.13% dos votos validos, contra 44.87% de Haddad.

Não foi à toa que a Bolsa subiu 10.19% e dólar caiu 7.15% no mês de outubro. A bolsa teve o 2º melhor mês do ano, só perdendo para janeiro, quando fechou com 11.14% de alta, já a queda do dólar foi a maior do ano e a maior nos últimos 12 meses.

Em 2018, a bolsa acumula um ganho de 14.43% e o dólar 12.39%. Os estrangeiros aproveitaram esta alta da bolsa para realizar lucro, retiraram no último mês R$ 6.2 bilhões, o que gerou um acumulado de R$ 5.9 bilhões no ano em vendas por parte dos estrangeiros.

Na última reunião do Copom, penúltima de 2018, foi decidido por unanimidade a manutenção da Selic em 6.50% a.a. Na ata, o comitê entende que apesar da ligeira melhora da economia, ainda é necessário uma política econômica estimulativa. O novo governo pretende prosseguir com a agenda de reformas, trazendo, assim um alívio nos indicadores econômicos. A grande preocupação do Copom é com o cenário externo, com maior aversão ao risco, decorrente da economia americana mais forte e novos aumentos dos juros americanos, bem como o enfraquecimento do comércio global. As projeções do BC para a inflação são de 4.40% para 2018; 4.20% para 2019 e 3.70% para 2020. O mercado já trabalha com uma manutenção de juros por mais tempo do que se previa e podendo terminar o ano em 7%, com um possível aumento só no 3º tri de 2019. Se o Congresso votar as reformas estruturais e aprovar a reforma da previdência poderemos ter uma redução dos juros básicos brasileiros a médio e longo prazo.

O novo governo já começou a trabalhar em conjunto com o atual governo Temer, para a transição. O responsável por esta equipe, será Onyx Lorenzoni, já confirmado Ministro da Casa Civil. A equipe será composta por 22 nomeados e 5 assessores. Também fazem parte, Paulo Guedes, futuro Ministro da Economia e provavelmente Super-Ministro, uma vez que Bolsonaro quer unir as pastas da Fazenda, Planejamento, Industria, Desenvolvimento e Comercio Exterior; General Augusto Heleno, que assumira o Ministério da Defesa; o astronauta Marcos Pontes que ficara com o Ministério da Ciência e Tecnologia; Gustavo Bebianno, um dos principais coordenadores da campanha e presidente interino do PSL. A equipe de transição poderá ser composta por até 50 pessoas.

O juiz Sergio Moro, foi convidado e já aceitou ocupar o Ministério da Justiça. Bolsonaro, também, quer transformá-lo em Super Ministro, englobando o Ministério da Transparência, Controladoria Geral da União e COAF, reforçando assim o combate à corrupção e ao crime organizado.

Nos Estados Unidos, os mercados ficaram voltados para as eleições no Congresso. Era como se fosse um referendo para a aprovação do governo Trump. Se os Republicanos ganhassem nas duas casas, Câmara e Senado, os mercados poderiam realizar lucros, uma vez que Trump quer uma política mais expansionista e o FED teria que subir os juros. Entretanto, o resultado apurado em 06/11, confirmou a vitória dos Republicanos no Senado e dos Democratas na Câmara após oito anos. Com esta maioria dos Democratas na Câmara, o Governo Trump sofre uma derrota parcial, uma vez que muitos de seus projetos podem não ser aprovados, além de Trump poder sofrer investigações e eventualmente um impeachment.

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