Palavras do Gestor


Janeiro 2019 foi muito melhor que o esperado. A Bovespa encerrou com alta de 10,81%, nem mesmo a tragédia de Brumadinho conseguiu estragar o otimismo do mercado. O Real valorizou 5,75% e o dólar encerrou o mês em R$ 3,65. Com a posse do novo governo, não faltaram notícias para a alta volatilidade de vários papeis da Bovespa. Os investidores estrangeiros estão voltando devagar para a bolsa; no mês de janeiro já acumula entrada de recursos próximo de R$ 1,5 bilhão.

Em pleno feriado de São Paulo, 25/01, a tragédia voltou a fazer parte do setor de mineração, agora diretamente na Vale em Brumadinho. As ações da Vale caíram 24,5% após o evento. Com as primeiras medidas, suas ações voltaram a subir 9,9%. A justiça bloqueou R$ 11 bilhões, entretanto, a Vale foi rápida nas suas ações cancelando a remuneração aos seus acionistas, iniciou negociação para antecipar as indenizações, resolveu investir mais R$ 5,5 bilhões para fechar outras barragens. Esse fechamento das barragens fará com que a Vale reduza a produção em 40 milhões de toneladas (10%) em 3 anos. Hoje, 04/02/19, a Justiça determinou que a mina de Brucutu, que produz 30 milhões toneladas de minério em São Gonçalo do Rio parem de operar. Com certeza, a Vale irá recorrer a esta decisão. Agora temos que acompanhar os novos acordos entre as partes.

Em São Paulo, o governador João Doria, anunciou que as concessionárias de rodovias terão suas concessões renovadas, trazendo um alento ao setor. A CCR e a Ecorodovias estavam em níveis bastante baixos, com o anúncio as suas ações subiram entre a mínima e a máxima de 108% e 85%, respectivamente. O ministro de Infraestrutura, Tarcísio Freitas, com apoio do ministro Paulo Guedes, está propondo investimento de R$ 100 bilhões para sanar problemas deixados da época da Copa do Mundo nas ferrovias, rodovias, aeroportos e portos. Podemos notar que existe um esforço gigantesco para colocar o país nos trilhos. No Fórum Econômico Mundial em janeiro/19, o otimismo tomou conta dos investidores presentes, o sentimento é que existem US$ 100 bilhões ao redor do mundo, aguardando as reformas brasileiras prometidas pelo novo governo do presidente Bolsonaro, para que uma avalanche de recursos migre para o Brasil.

Por fim, com o esforço do governo fazendo a sua lição, os agentes financeiros vislumbram uma janela bastante favorável para novos IPOs, já em 2019. O ministro Paulo Guedes já mencionou a venda de várias empresas estatais e a redução das ações em carteira do BNDES para fazer frente às novas operações que virão nos próximos meses. O grande evento em Davos poderá também trazer grandes negociações, sendo uma delas, a venda da empresa da Petrobras com a Odebrecht, a Braskem para a LyondellBasell.

Neste início de fevereiro, foi encerrada a votação na Câmara (Rodrigo Maia) e no Senado (David Alcolumbre). A permanência de Rodrigo Maia trouxe um grande alento para a aprovação da Previdência na Câmara. No Senado, por enquanto, não temos uma boa visibilidade, pois não sabemos ao certo como será o comportamento do novo presidente.

No mercado internacional, as notícias não foram satisfatórias. O Shutdown (paralisação dos serviços públicos) do presidente Trump trouxe impacto direto à economia americana, fazendo com que os agentes financeiros reduzissem o PIB de 2019.  As estimativas de crescimento da economia para algumas instituições foram revisadas para abaixo de 2%. As negociações entre EUA x China continuam com possibilidade de alguns acordos, haja vista a perda da economia chinesa com a forte imposição tarifária nas importações. Do lado positivo, nesta última reunião do FOMC, as taxas foram mantidas em 2,25% a 2,50%. Esta reunião foi positiva, pois o Banco Central sinalizou que as taxas não sofrerão novos aumentos caso a inflação consiga ficar nos atuais níveis. Em início de 2019, os títulos americanos de 10 anos atingiram a sua máxima de 3,50%, entretanto, com a possibilidade de não ter novos aumentos de juros, os títulos atingiram a mínima de 2,60% logo após a reunião.

Na Europa, a primeira-ministra Theresa May teve uma nova derrota no Parlamento, onde foi aprovada a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit). Há quem diga que possa ser prematuro considerar essa saída como definitivo. Temos que aguardar.

Assim, temos a plena convicção que o caminho deste novo governo Bolsonaro está correto. O país voltará a crescer, com a redução gradativa do nível de desemprego. Tirando alguns percalços que podemos ter pelo caminho, os investidores estrangeiros voltarão com um grande volume de recursos que pode colocar o Real valorizado até o nível permitido pelo Banco Central, para que as exportações brasileiras não sejam prejudicadas.

Enfim, não faltarão notícias positivas no Brasil. Queira ou não, o Brasil é o país que mostra ter as maiores oportunidades para os investidores ao redor do mundo.

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