Palavras do Gestor


TEMPERATURA MAXIMA-100K PTS/100ºC

O mês de março foi marcado pelas máximas, Ibovespa batendo os 100.000 pts e a temperatura no Congresso chegando 100ºC, com o tema da reforma da previdência.

O Ibovespa apresentou muita volatilidade no mês passado, fechando quase estável, com uma desvalorização de 0,18%, a 95.414 pontos. Depois de romper os 100.000 pontos por dois dias consecutivos, durante os pregões nos dias 18 e 19/3, o índice nunca chegou a fechar acima destes níveis. A pontuação máxima de fechamento foi no dia 18/3 a 99.994 pts. Os investidores estrangeiros ingressaram com R$ 2,34 bilhões no mês de março, acumulando no trimestre saldo positivo de R$ 1,25 bilhão.

O dólar, também, não foi menos volátil que a bolsa, depois de começar o mês em alta, arrefeceu um pouco o ímpeto de alta, para voltar a subir e encostar no R$ 4,00 novamente. No mês, o dólar apresentou uma valorização de 4,32%, fechando a R$ 3,8967.

A inflação calculada pelo IGPM, encerrou com uma alta de 1,26%, acumulando nos últimos 12 meses, 8,27%, já o IPCA (inflação oficial), deverá apresentar uma alta em torno de 0,58%, o que levaria o acumulado de 12 meses para 4,40%, um pouco acima da meta para o ano de 2019(4,25%)

Na última reunião do COPOM, a primeira com o novo presidente do BCB, Roberto Campos Neto, foi decidida pela manutenção da Selic em 6,50% aa e a expectativa de crescimento do PIB para este ano foi revista para 2,00%, ante 2,40%. A redução da Selic poderia ocorrer com a aprovação da Reforma da Previdência, mas ainda há muita água para rolar. Nossa expectativa é que ela seja aprovada no 2º semestre.

Este tema ainda é muito polêmico, o Governo de um lado dando canelada e o Congresso do outro, revidando, até parece um clássico de um jogo de futebol, uma partida entre Brasil e Argentina, valendo vaga na copa do mundo, é canelada para um lado,”catimba”, cotoveladas, empurrões, para o outro, jogo dificílimo, mas no final termina tudo bem, todos trocando camisas no final do jogo.

Depois de vários twitters enviados pelo Presidente, primeiro criticando o Congresso, a velha política do ‘toma lá dá cá e depois fazendo as pazes, dizendo que é necessário dialogar, mas sem contrapartida de cargos, os mercados se acalmaram.

Paulo Guedes ficou de ir a CCJ na Câmara no dia 26/3 para explicar a Reforma da Previdência, mas acabou cancelando, até que fosse definido o relator. Assim que foi definido Marcelo Freitas, do PSL, ele aceitou ir e acabou domando sozinho a oposição e soube se defender bem de agressões verbais e desrespeito de alguns deputados de oposição, nesta 1ª semana de abril.

A bolsa só não reagiu pior a esta crise no Congresso, pois o resultado no 4º tri de muitas empresas foi bom, apesar do ano passado ter sido bem difícil, greve dos caminhoneiros e eleições presidencial, governadores e Congresso.

Na parte internacional tivemos boas notícias das negociações comerciais entre EUA e China, aliviando assim o crescimento mundial. Na última semana de março a China apresentou dados de recuperação da atividade econômica, animando assim todos os mercados.

O Fed continuou com seu discurso dovish, depois que os índices de crescimento e confiança continuaram fracos.

Já na Europa, o Reino Unido continua numa sinuca de bico, com o Brexit. O Parlamento inglês já rejeitou 3 vezes o acordo apresentado pela primeira ministra Theresa May. O prazo inicial para a saída da união europeia seria 29/3, como não chegaram a um acordo, May pediu uma flexibilização para o presidente do Conselho Europeu, Donald Musk, transferir a nova data para 30/6.

Acreditamos que o mercado financeiro continuará volátil, até a aprovação da Reforma da Previdência, assim como na pré-eleição, cada pesquisa que saia, gerava muita oscilação, o desenrolar das negociações no Congresso irão ditar o ritmo do mercado. Como escrevemos anteriormente, acreditamos na aprovação da Reforma, mas para o 2º semestre.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *