Palavras do Gestor


                                 Palavras do Gestor-Outubro 2019

 – Ibovespa – fechou em alta de 2,36% no mês, acumulando uma alta de 22,00% no ano 107.219 pontos, cotação máxima 108.407 em 30/10/19. Estrangeiros retiram R$ 8,82 bilhões da B3 e no ano R$ R$ 29,62 bilhões;

– Dólar – queda de 3,85% no mês, alta de 3,34% no ano-cotado a R$ 4,004;

– Inflação – IGP-M outubro 0,68%, ano 4,80%; IPCA outubro 0,10%, ano 2,60%, menor índice de outubro desde out/1998; inflação permanece abaixo da meta em 2019 e 2020, segundo projeções do BC;

– Copom – reduz pela 3º vez consecutiva a Selic de 5,50% para 5,00%, nossa projeção é terminar o ano em 4,50% e encerrar o ciclo de baixa em fevereiro de 2020;

– Projeção do PIB – Governo aumenta a previsão para 2019, passando de 0,85% para 0,90% e 2020 de 2,17% para 2,32%;

– Senado – aprova em 2º turno a Reforma da Previdência; em meados de novembro será votada a PEC Paralela, incluindo Estados e Municípios. A economia adicional prevista é de R$ 350 bilhões, somados aos R$ 800 bi da PEC 6/2019, o ajuste total será de R$ 1,1 trilhão em 10 anos, como Paulo Guedes desejava;

– FED – corta mais uma vez os juros americanos, em 0,25%, passando a trabalhar num intervalo entre 1,50% a 1,75% a.a.;

– Economia chinesa desacelera o crescimento no 3º tri deste ano para 6% anualizado;

– Governo – pretende enviar ao Congresso no início de novembro, as 3 PECs  -PEC do Pacto Federativo, permite contingenciamento do orçamento dos estados e municípios, ou seja da mais recursos e autonomia financeira para os mesmos; PEC Emergencial, prevê acionamento automático de controle de despesas para as 3 esferas; PEC dos Fundos Públicos, extingue a maior parte dos fundos em até 2 anos (281 fundos com R$ 220 bilhões de recursos parados) e permitem que possam ser usados para outras finalidades, como pagamento de dívida pública.

Continuamos otimistas com o mercado de Bolsa, apesar das turbulências que possam ocorrer no curto prazo, em função dos 6×5 no STF, derrubando a prisão em 2ª instância.

Haverá, também, pressão no dólar, embora até R$ 4,20 não há repasse para a inflação e o BC tem instrumentos para amenizar uma alta mais forte.

Mesmo com Lula solto, ele ainda é um condenado e não poderá ser candidato a nada, pela lei da ficha suja. Não podemos nos esquecer que 2 ministros lulistas do STF deixarão a Corte e Bolsonaro poderá indicar outros 2. Além disto, já há uma movimentação no Congresso para a votação da PEC que regulamenta a prisão em 2ª instância.

Rodrigo Badra Tamer

Gestor RTI Vertex Investimentos

 

Informações Complementares – Empresas

Azul: A empresa prevê investimentos de R$ 6 bilhões em 2020, próximo montante de 2019. Em 2019, foram abertos 8 novos destinos atendendo 114 cidades. 

Banco do Brasil: Realizou follow-on precificado a R$ 44,05/ação.

B3: A empresa venceu a disputa no Carf no valor de R$ 3,2 bilhões (IR e CSLL), referentes ao ágio da fusão da Bovespa e a BM&F.

Biotoscana: Suas ações subiram 40% entre a mínima e a máxima em outubro/2019. A companhia foi vendida para a farmacêutica canadense Knight pelo montante de R$ 1,3 bilhão.

BMG: Realizou IPO movimentando R$ 1,6 bilhão, precificado ao preço de R$ 11,60/ação.

Bradesco: Divulgou lucro de R$ 6,5 bilhões, ligeiramente abaixo das estimativas do mercado. Entretanto, a realização do papel na sua divulgação deve-se à não redução das despesas gerais e aumento da inadimplência em grandes empresas, aumento considerado pontual pelo Bradesco. O banco fechará 150 agências em 2019 e mais 300 em 2020, as estimativas das despesas para esse fechamento e os ganhos com essa redução estão abertos.

Captação: Nos 9 meses de 2019, as ofertas de ações atingiram R$ 57,6 bilhões ante R$ 11,5 bilhões no mesmo período de 2018. As operações de debêntures atingiram R$ 122,3 bilhões, próximo do montante de 2018. Os instrumentos híbridos (notas promissórias, letras financeiras, certificados de recebíveis) ficaram em R$ 89 bilhões. O montante total das captações atingiu R$ 269 bilhões.

C&A: Realizou IPO movimentando R$ 1,63 bilhão, precificado ao preço de R$ 16,50/ação.

Cogna: Com a reestruturação foi criada uma Holding, cujo nome foi alterado de Kroton para Cogna. Abaixo da Holding ficaram 4 unidades de negócios: Kroton (Ensino Superior), Platos (Prestação de Serviço), Saber (Educação Básica, Fundamental e Médio) e Somos (Prestadora de Serviço e outras instituições de Ensino). A empresa vai trabalhar para atingir um mercado estimado de R$ 174 bilhões, cujo market share da companhia atinge hoje somente 4%. Expectativa de crescer no médio e longo prazo. 

Compulsório: A última redução da alíquota do compulsório para incentivar os empréstimos, liberou próximo de R$ 20 bilhões, entretanto, as últimas informações apresentadas são de que apenas R$ 5 bilhões foram emprestados, ou seja, ficando muito abaixo das estimativas.

 Eletrobras: Foi aprovado a capitalização no montante próximo de R$ 10 bilhões. A chinesa State Grid tem sinalizado grande interesse na privatização da companhia. A Eletrobras tem feito sua lição de casa reduzindo custos e melhorando sua Governança, com o atual presidente Wilson Ferreira. Logicamente, é uma empresa que depende do Congresso para a aprovação de várias medidas, mas em aprovando a capitalização, estimamos que será positivo. É uma empresa que tem como reduzir muito os seus custos. A empresa valorizou em 12 meses próximo de 70%, muito em função das expectativas de entrar na lista das privatizações, fato que não ocorreu de imediato. Entretanto, olhamos com bons olhos as novas reestruturações que estão por vir.

Fundos de Investimentos: Nos 9 meses de 2019, os Fundos que atendem pessoas físicas captaram R$ 70 bilhões, montante 47% maior em relação ao mesmo período de 2018. A indústria total captou R$ 205,7 bilhões ante R$ 73,5 bilhões de 2018.

 Gerdau: Resultado ainda fraco no 3T19. O mercado americano vem trabalhando em níveis forte de demanda, entretanto, os preços caíram ajustando as margens. No mercado interno, boa sinalização para aços longos, construção civil, que já podemos trabalhar com reversão para 2020. Perspectiva positiva para 2020. Segundo a companhia, os estoques de imóveis reduziram de 18 meses para 10 meses, reflexo direto nas construtoras.

JHS: Anunciou estudo para uma oferta primária de ações. Os bancos BTG Pactual e o Bradesco serão os coordenadores desta operação. A empresa divulgou bom resultado no 3T19 com aprovação dos novos investimentos do Fasano Cidade Jardim, cujo montante estimado é de R$ 378 milhões. As vendas do Fasano Cidade Jardim começaram muito forte. Estimativa positiva para médio prazo.

Magazine Luiza: Anunciou nova oferta de ações de até R$ 5 bilhões. Segundo notícias, esses recursos serão utilizados para acelerar os seus negócios. Os múltiplos P/Ls continuam elevados (+/- 55x), entretanto, os papéis continuam subindo com o forte crescimento do e-commerce e agora com a aquisição da Netshoes.

Oi: A companhia estuda juntamente com os bancos, a melhor forma desta nova reestruturação. Nova capitalização, emissão de dívida, venda de ativos no exterior e no Brasil. A Vivo e a Tim continuam estudando alguma forma de viabilizar a aquisição, entretanto, o maior empecilho está sendo o preço. Por enquanto, as notícias não estão claras.

Petrobras: Divulgou no 3T19, lucro de R$ 10 bilhões e Ebitda de R$ 35,1 bilhões, excluindo os impactos não recorrentes. Esses impactos foram de R$ 1,5 bilhão antes dos impostos. A dívida líquida reduziu de US$ 83,7 bilhões para US$ 75,4 bilhões com índice dívida líquida/ebitda de 2,58x. A meta para 2020 é atingir 1,50x através da geração de caixa e as novas vendas, que serão realizadas em 2019/2020. A venda da refinaria será feita somente em 2020, segundo o Presidente Castelo Branco, não há tempo suficiente para ser feito este ano. Além disso, no dia 06/11, teremos o leilão da cessão onerosa, que pode trazer perspectivas bem positivas.

 Setor de Energia: Após as vendas de algumas distribuidoras de energia da Eletrobras, agora, empresas estaduais estão na lista de venda como: CEEE (RS), CEB (DF) e CEA (AP). Estas empresas representam um mercado de 11,4 milhões de clientes e 8 mil MW de capacidade. As empresas estrangeiras como a Enel (italiana), State Grid (chinesa), Iberdrola (espanhola) e a EDP (portuguesa e chinesa) estão sinalizando interesse em novos ativos no Brasil. os investidores estrangeiros participaram do último leilão. Em outubro, o leilão A-6 de geração de energia movimentou R$ 44 bilhões em contratos, sendo que esses contratos podem garantir investimentos de R$ 11,2 bilhões.

 Vale: Apresentou lucro de R$ 6,5 bilhões no 3T19, ficando 13,7% acima do ano anterior. O Ebitda atingiu R$ 18,3 bilhões, 6,6% acima do ano anterior. Finalmente não apresentou novas despesas de Brumadinho. O preço do minério de ferro caiu em outubro 7,90% e no ano continua com alta de 18%. Nesses níveis de preço, as estimativas continuam positivas para médio prazo, a Vale continua rentável, já que seu custo continua baixo.

Vivara: Realizou IPO em outubro com preço de R$ 24,00/ação. A empresa movimentou R$ 2,3 bilhões.

Weg: Bom resultado no 3T19. A empresa investe fortemente em área software para indústria para fazer frente aos novos mercados. A empresa está bem posicionada para os investimentos no setor de energia, onde os investimentos tendem a ser crescentes, bem como no mercado de transformadores e motores elétricos. Boas perspectivas futuras.

Yduqs:  A antiga Estácio anunciou a compra do IBMEC por R$ 1,9 bilhão. A aquisição engloba IBMEC (graduação, Pós-Graduação, Mestrado e medicina), WYDEN (Graduação, Pós-Graduação e Medicina) e Damásio Educacional (Cursos preparatórios e Pós-Graduação). Estima-se receita de R$ 4,5 bilhões com 700.000 alunos.

 

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