Palavras do Gestor


O TERMO ‘ANTIFRÁGIL’, ESTÁ NA MODA, DESDE QUE NASSIM TALEB LANÇOU SEU ÚLTIMO LIVRO COM ESTE TITULO HÁ APROXIMADAMENTE 2 ANOS ATRÁS. O MERCADO FINANCEIRO MUNDIAL VEM USANDO MUITO ESTE CONCEITO, ATÉ PARA LANÇAR FUNDOS DE INVESTIMENTOS. ELE DEFINE ESTE TERMO COMO SENDO ALGO QUE SE BENEFICIA COM O CAOS. ME PERGUNTO SE A ECONOMIA BRASILEIRA E O GOVERNO TEMER NÃO ESTÃO VIVENDO UMA SITUAÇÃO ANTIFRÁGIL?

MINHA RESPOSTA É SIM. ESTAMOS NUM CAOS POLITICO E A ECONOMIA FRACA, PORÉM O REAL SE VALORIZA, A BOLSA SOBE E A INFLAÇÃO É NEGATIVA, OU SEJA, VIVEMOS UMA ÉPOCA DE DEFLAÇÃO. ÉPOCA ESTA BEM DIFERENTE A VIVIDA HÁ 1 ANO E MEIO ATRÁS. A INFLAÇÃO TOTALMENTE CONTROLADA ABRE ESPAÇO PARA MAIS CORTES NOS JUROS. NA ÚLTIMA REUNIÃO DO COPOM EM 26 DE JULHO, O BANCO CENTRAL CORTOU MAIS 1.00 % NA TAXA BÁSICA, FOI O 7º CORTE CONSECUTIVO, DERRUBANDO A SELIC PARA 9.25% MENOR NÍVEL DESDE 2014. NO COMUNICADO DO BC APÓS A REUNIÃO, JÁ DEIXOU CLARO QUE PRETENDE CORTAR MAIS 1.00% NA PRÓXIMA REUNIÃO.

O MÊS DE JULHO FOI MUITO BOM PARA A BOLSA DE VALORES, O MERCADO TERMINOU COM UM GANHO DE 4.80% NO ANO, ATINGINDO 65.920 PTS E ACUMULANDO UM GANHO DE 9.45% EM 2017.

O CDI RENDEU 0.80% NO MÊS E ACUMULA UM RENDIMENTO DE 6.50% NO ANO. O DÓLAR TERMINOU O MÊS COM UMA DESVALORIZAÇÃO DE 5.37%, COTADO A R$ 3,13, NO ANO A QUEDA É DE 3.94%. DOIS MOTIVOS TIVERAM UM FORTE IMPACTO NA TAXA DE CAMBIO NO MÊS DE JULHO.

O PRIMEIRO FOI ALGUMAS DERROTAS DO PRESIDENTE AMERICANO, DONALD TRUMP, NO CONGRESSO DAQUELE PAÍS, FAZENDO COM QUE O DÓLAR RECUASSE FRENTE AS PRINCIPAIS MOEDAS, INCLUSIVE AO REAL.

TRUMP SEGUE COM PERDA DE POPULARIDADE E NÃO CONSEGUINDO MOSTRAR PARA O QUE VEIO. ELE AINDA NÃO CONSEGUIU CUMPRIR NENHUMA PROMESSA DE CAMPANHA, POREM OS ÍNDICES DE AÇÕES AMERICANOS, DOW JONES, NASDAQ E S&P, VEM RENOVANDO MÁXIMAS, DIA APÓS DIA. COMO A ECONOMIA AMERICANA CONTINUA PATINANDO, O FED DECIDIU POSTERGAR O AUMENTO DA TAXA BÁSICA DE JUROS, JOGANDO PARA DEZEMBRO UM POSSÍVEL AUMENTO.

O OUTRO MOTIVO DA VALORIZAÇÃO DO REAL FOI O INGRESSO DE DÓLARES POR PARTE DOS INVESTIDORES ESTRANGEIROS (R$ 3,1 BILHÕES EM JULHO E DE R$ 273 MILHÕES NOS DOIS PRIMEIROS DIAS DE AGOSTO) QUE ESTÃO ACREDITANDO NO BRASIL E OPORTUNIDADE DE INVESTIMENTOS, ALÉM DISTO TIVEMOS 4 GRANDES IPOs, CARREFOUR, BIO TOSCANA, IRB E OMEGA GERAÇÃO, MOVIMENTANDO QUASE R$ 10 BILHÕES.

O DÓLAR MAIS FRACO, NÃO PRESSIONA A INFLAÇÃO, QUE ALIÁS, VEM APRESENTANDO ÍNDICES NEGATIVOS, MÊS APÓS MÊS. O IGPM DE JULHO APRESENTOU DEFLAÇÃO DE 0.72%, 4º MÊS CONSECUTIVO DE QUEDA, NOS 12MESES TEMOS UMA DEFLAÇÃO DE 1.66%, JÁ O IPCA APRESENTOU UMA ALTA BEM MODESTA DE 0.1%, NOS 12 MESES, O ACUMULADO É DE 2.57%, COLOCANDO ABAIXO DA META TRAÇADA PELO BC. NOVAMENTE, VOLTO COM O TERMO ANTIFRÁGIL DESCRITO NO 1º PARAGRAFO. O GOVERNO ESTÁ COLHENDO OS BENEFÍCIOS DE UMA INFLAÇÃO BAIXA.

JULHO FOI UM MÊS BEM TRANQUILO, EM TERMOS POLÍTICOS, O CONGRESSO ENTROU EM RECESSO EM 17 DE JULHO E SÓ VOLTOU EM 1 DE AGOSTO. OS ÂNIMOS EM BRASILIA FORAM ACALMADOS COM AS FÉRIAS PARLAMENTARES E TEMER PÔDE RESPIRAR UM POUCO, PELO MENOS ATÉ A VOTAÇÃO DA DENÚNCIA CONTRA ELE, NO CASO DA GRAVAÇÃO DA CONVERSA COM JOESLEY BATISTA. EMBORA O CONGRESSO ESTIVESSE EM RECESSO, OS PARLAMENTARES DA BASE NÃO. TEMER E RODRIGO MAIA TRABALHARAM ARDUAMENTE PARA CONSEGUIR PELO MENOS 171 VOTOS A FAVOR DO ARQUIVAMENTO DO PROCESSO, QUE SE DARIA NA SESSÃO DO DIA 2 DE AGOSTO.

HENRIQUE MEIRELLES, MINISTRO DA FAZENDA E FIADOR DA ECONOMIA DO GOVERNO TEMER, ANDA MUITO PREOCUPADO COM O DEFICIT FISCAL QUE ESTÁ BATENDO A META DE R$ 139 BI E DEVERÁ ULTRAPASSAR ESTE VALOR. DEPOIS DE NEGOCIAR MUITO COM O PRESIDENTE E A EQUIPE ECONÔMICA, RESOLVEU LANÇAR MÃO DE UMA DAS MEDIDAS MAIS IMPOPULARES, O AUMENTO DE IMPOSTO, FOI AUMENTADO O PIS/COFINS SOBRE COMBUSTÍVEIS. ESTE AUMENTO É GERAÇÃO DE CAIXA IMEDIATA PARA O GOVERNO, ALEM DISTO ELE ESTUDA A RE-ONERAÇÃO FISCAL, DADA A ALGUNS SETORES, NO GOVERNO PASSADO. A EQUIPE ECONÔMICA TAMBÉM ESTÁ CONVERSANDO SOBRE A CRIAÇÃO DA TLP (TAXA DE LONGO PRAZO), PARA ACABAR COM O SUBSIDIO FINANCEIRO QUE O BNDES DEU AS EMPRESAS NOS ÚLTIMOS ANOS.

ACREDITAMOS QUE O GOVERNO E A EQUIPE ECONÔMICA ESTÃO FAZENDO ESFORÇOS PARA FECHAR AS CONTAS, POREM É IMPRESSINDÍVEL A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E NÃO MENOS IMPORTANTE A REFORMA TRIBUTÁRIA E POLÍTICA. A CONTINUIDADE DESTAS REFORMAS, SÓ SERÁ POSSÍVEL COM A BASE ALIADA FORTE, TESTE ESTE QUE FOI SENTIDO ONTEM (02/08) NA VOTAÇÃO PARA O ARQUIVAMENTO DA DENÚNCIA DO PRESIDENTE, 263 VOTARAM A FAVOR DO GOVERNO.

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