Palavras do Gestor


O Índice Bovespa encerrou o mês de novembro com uma queda de 3.15% em relação ao mês anterior, aos 71.971 pontos. Depois de 5 meses consecutivos de ganho, o Ibovespa recuou. O acumulado do ano, ainda é uma alta de 19.50%, embora tenha atingido o ganho máximo de 27.83% no ano, em meados de outubro, quando o Ibovespa fechou em 76.990 pontos.
O vilão para a realização de novembro foi a incerteza na aprovação da Reforma da Previdência. Por se tratar de uma Emenda Constitucional, o Governo precisa de 308 votos dos 513 deputados para passar esta reforma.

Se ficar para o ano que vem, ficará mais difícil, uma vez que 2018 é ano eleitoral e muitos dos deputados têm medo de não se reelegerem por conta disto. Embora, isto seja um grande equívoco, pois se não for aprovada esta reforma, o Brasil poderá ter seu rating soberano rebaixado, encerramento do ciclo de baixa dos juros, aumento do dólar e consequentemente da inflação.

É fundamental para economia que seja aprovada esta reforma. O Governo está jogando com todas suas fichas, mas como no Congresso é tudo uma grande negociação, ainda não fecharam o acordo.

O dólar (PTAX) fechou o mês com uma pequena desvalorização de 0.47% em relação ao Real R$ 3.2616, isto porquê, a escolha do novo presidente do FED, Jerome Powell, é vista como dovish, o que reduz a possibilidade de grandes aumentos de juros nos EUA. Ele seguira uma politica monetária parecida com a atual presidente, Janet Yellen.

Em novembro, os estrangeiros resolveram realizar lucros na bolsa de valores brasileira. O saldo líquido no final do mês, foi uma retirada de R$ 3.186 bilhões. Acreditamos que o próximo mês, o fluxo será positivo, por conta dos IPOs, principalmente de BR Distribuidora que deverá movimentar mais de R$ 7 bilhões, além de Burger King Brasil e Neoenergia.

A inflação medida pelo IGPM terminou o mês, um pouco acima do esperado, 0.52%, porem no ano de 2017, ainda apresenta deflação de 0.86%. Já a expectativa do IPCA, é uma alta próxima a 0.35% no mês, terminando o ano com uma variação de 2.89%, abaixo da meta de 3%.

Acreditamos que na última reunião do COPOM, o BC corte mais 0.5%, terminando o ano com 7%. Se chegarmos a este nível, será o nível mais baixo nominal, desde de a criação do regime de metas para a inflação. Muitos analistas econômicos acreditam que o final do ciclo de baixa seria a 6.50% no próximo ano. Nos acreditamos neste nível, apenas com a aprovação da Reforma da Previdência, caso contrário, o final do ciclo seria agora em dezembro, em 7%.

Como de praxe, em novembro traçamos as perspectivas e projeções para o próximo ano, para 2018
PIB- 2.5%
INFLACAO(IPCA)- 4.50%
SELIC- 7%
CÂMBIO- R$ 3.45
BALANÇA COMERCIAL- US$ 50 BI
IBOVESPA- 90.000 PTS

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