Palavras do Gestor – Setembro 2016


No início de setembro, o índice Bovespa atingiu o pico de 60.310 pontos, mas encerrou somente com pequena alta, de 0,80%, em 58.367. No mês, as notícias foram desfavoráveis como queda do preço do petróleo muito acima do estimado, queda do preço do minério, saída de recursos dos investidores estrangeiros de R$ 1,8 bilhão (até 29/09/16) e por fim, com eventuais problemas no banco alemão, o Deutsche Bank, cujas ações caíram por alguns dias, arrastando os demais bancos pelo mundo. Acreditamos que haverá algum tipo de socorro, seja por parte da Alemanha (que vem negociando) ou por parte de algum outro banco, seja incorporando ou fundindo os ativos. No Brasil não foi diferente, as ações dos bancos caíram, juntamente com o Índice Bovespa em até 56.459 pontos.

Nos últimos dias, alguns sinais positivos.

No Brasil :

1) Vendas das lojas com alta de 1,1% em agosto de 2016/2015 e de 1,50% em agosto/julho de 2016.

2) Houve redução da dívida das famílias em relação à renda de 2,2 pontos em junho 2016/2015, fato que gera otimismo na possibilidade de retomada do consumo em 2017.

3) Com a recuperação da bolsa nos últimos meses, os bancos e as corretoras já estão estudando a abertura de capital de novas empresas, ou mesmo, de operações no mercado secundário. Segundo divulgação na imprensa, chega a 20 o número de empresas interessadas.

No Exterior:

1) Nos EUA, o debate da candidata Hillary Clinton foi favorável, superando o adversário em 62%, segundo a CNN. Ainda é cedo para qualquer definição, mas acreditamos que entramos no viés positivo.

2) Possibilidade de um acordo dos países exportadores de petróleo (OPEP) para reduzir a produção em novembro/2016.

3) Indicadores nos EUA mostram que a tendência dos juros possam continuar baixos por mais algum tempo.

Para o mês de outubro, dois itens importantes para acompanhar: 1) no dia 11/10, a votação do PEC – Proposta da Emenda Constitucional, limitando o teto dos gastos públicos. Votação importante aos olhos da Moody´s para melhorar o rating em 2017. 2) no dia 19/10 será a reunião do Copom. É certo que haverá redução da taxa Selic. O mercado está dividido em queda de 0,25% ou 0,50%. Nós acreditamos em queda de 0,25%.

Enfim, continuamos otimistas para o mercado de capitais.

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